sexta-feira, 30 de setembro de 2011

mulheres correndo longas distâncias

Sempre treinei mulheres em provas de longas distancias, pois elas apresentam uma condição formidavel para boas performances.
Na primeira São Silvestre feminina, inscrevi minha atleta Rosa Maria Aparecida de Sousa  na prova e seu desempenho foi muito bom.
A primeira vez no Brasil que houve uma prova de 3000 m rasos, feminino aconteceu no Esporte Clube Pinheiros e a vencedora foi a minha atleta Valdete Constantino correndo pelo General Motors Esporte Clube de São Caetano do Sul, jogando por terra a propalada idéia que mulher não poderia correr longas distancias, aquí no Brasil.
Em 1986 uma atleta grega chamada Helpomene, correu a Maratona dos Jogos Olimpicos, em Atenas  completanto a prova em 4 horas e trinta minutos.*
Em 1918 no dia 28 de agosto Marie Louise Ledru correu a Maratona dos Jogos Olimpicos de Paris chegando em 38º lugar *
em 1926 a atleta da Inglaterra Violet Percy correu a  Poytechincic Harrier´s Marathon fazendo 3:40:22*
em 1928 nos Jogos Olmpicos da Holanda em Amsterdan, incluiram a prova dos 800m rasos no programa atlético, as tres    prmeiras classificadas bateram o recorde mundial da distancia porém desmaiaram na linha de chegada, a organização dos Jogos suspendeu esta prova para mulheres.*
em 1967  Kathrine Switzer entrou na maratona de Boston, e correu com o n° 261, pensava-se que era um homem, o diretor da prova Jack Sample tenta tira-la da prova porém não teve exito, A Confederação de Atletismos dos EEUU a suspendeu por quatro motivos:
correr mais de 2400m, distância máxima permitida para mulheres
inscrever-se de modo fraudulento
correr ao lado de homens
correr sem acompanhante*
A participação de mulheres em provas longas começou a crescer e o número de corredoras foi aumentando como podemos ver nos dias de hoje.
A mulher devido a sua conformação física e resistência emocional tem condições de melhores perfomances que o homem embora sua força seja menor.
Aproveito o dia de hoje para cumprimentar todas as Secretárias pela data.
boas corridas
Carlão

* a fonte de alguns dados são do livro Maratona :Ayrton Ferrreira editado em 1984
FERREIRA, Ayrton,1936
Maratona.Salvador. Bureau, 1984 CDD-796 CDU 796.092

quarta-feira, 28 de setembro de 2011

O bem estar do corredor

Estados dolorosos durante a corrida são diminuídos pela ação das endorfinas e encefalinas que o nosso organismo produz, são analgésicos, é logicamente uma produção endógena diferentemente da morfina que é exógena.

Quando o individuo corre, mesmo em steady-state (estado de equilíbrio) em determinado momento ele se cansa, é neste ponto que ele passa a sentir dores musculares e também passa a ter intranquilidade emocional.

O corredor que treina diariamente com um bom controle dos seus batimentos cardíacos evidencia bem estar, uma condição psicológica positiva, bom humor, seus níveis de estresse diminui, do estado de estresse ele passa para o estado de eustress (resultados de acontecimentos positivos).
Quando a pessoa está em estado de estresse, ela entra em situações de desequilíbrios do corpo e da mente, portanto a corrida bem orientada, bem planejada passa a ser um elemento preventivo para a saúde.

Os benefícios da corrida começam a se manifestar no corredor que a partir daí demonstra auto confiança sentimento de auto estima, seu raciocínio passa a ter melhores condições quantitativamente e qualitativamente.
O cérebro nosso grande consumidor de oxigênio, funciona com mais eficiência, demonstrando que o corredor está bem psicologicamente.
Dosar a forma de correr, planejar, programar, é significado da inteligência e da qualidade do corredor.
A chave para tudo isto que você leu chama-se controle da ansiedade.
Como dizia Abraham Lincoln, o nível de felicidade é medido por um grau de decisão de ser feliz. Ora, ser feliz é uma proposta de vida, e não um lance do acaso. Seremos estressados se nos deixarmos ser.
Eustress foi um termo criado pelo endocrinologista Hans Selye em 1975. A palavra define um tipo de estresse que é saudável ou fornece um sentimento de satisfação ou outros sentimentos positivos. Sendo assim, o eustress é uma manobra para explorar ganhos potenciais. A palavra é composta de duas referências. “Eu” que significa “bom” ou “bem” em grego. Conectada à palavra “stress”, trata-se de um bom estresse.

GRANDES IDOLOS NO CARVÃO

As competições de atletismo em São Paulo nas décadas de 40 50 e 60 eram competições que lotavam os clubes como CRTietê. Esporte Clube Pinheiros, Associação Desportiva Floresta hoje Espéria, não tinhamos na época nenhuma pista de material sintético, nem se pensava nesta idéia.
Os clubes nos finais de semana ficavam lotados, com grande publico assistindo competições de atletismo, tinhamos no estado de São Paulo, duas divisões, uma divisão que congregava os clubes da capital e outra  com os clubes do interior.
Cidades como Campinas, Santo André, Jundiai, Ribeirão Preto, Santos tinham excelentes equipes com atletas de altissimo nível, acontecia o mesmo na cidade de São Paulo o nível era tambem muito alto com Pinheiros,Tietê, Floresta, Ás de Espadas.
O atletismo era uma febre, barreiristas como Pedro Henrique Camargo de Toledo (Pedrão depois técnico do atleta João Carlos de Oliveira) Clovis Nascimento ( depois técnico de Nelson Prudêncio )  Carlos Mossa um recordistas nos 110 s/b( pai da jogadora de volley Vera Mossa) atletas como Jurandir Yene nos quatrocentos, Atilio Denardi Alegre no meio fundo, Cleomenes Cunha decatleta e professor de Educação Física na Marinha, Odete Valentim Domingues nossa melhor arremessadora e lançadora, esposa do saudoso quatrocentista Argemiro Roque, a inesquecivel Elizabeth Clara Muller, Maria José de Lima, Vera Trezoitko, Wanda dos Santos barreirista olimpica em Londres, os lançadores e arremessadores Sergio AntonioThomé , José Carlos Jacques, Roberto Chap Chap, o fundista Antonio Nogueira Azevedo, Anubes Ferraz nos 400, outro fundista José dos Santos Primo, Peter Ostermayer que foi olímpico pela Belgica, escreveria inúmeras paginas lembrando nomes de atletas que fizeram de São Paulo, o centro mais adiantado do atletismo brasileiro.
Hoje temos pistas de material sintético, estágios internacionais, patrocinios, viagens aéreas, na época viajavamos pelo Brasil de onibus ou de trem na Santos-Jundiai (de madeira) saindo da Estação da Luz, às vezes nos Jogos Abertos do Interior era mesmo de caminhão aberto, as nossas sapatilhas eram feitas pelo Genzo Hara alí perto do Mercado Municipal, não temos mais publico, temos apenas dois ou tres nomes de atletas como referência, o que está acontecendo?  Aonde estão os valores ?, nem educação esportiva temos, é uma pena, pois para pensar em Jogos Olímpicos que estão por advir, deveriamos como em um passe de mágica, materializar os valores de  quatro décadas ou mais , que faziam um atletismo serio, dentro da filosófia Olimpica, como Major Padilha, finalista olímpico nas barreiras, correndo no carvão.
boas corridas
Carlão

terça-feira, 27 de setembro de 2011

CURIOSIDADES OLÍMPICAS

Tenho muito orgulho em ter em meu acervo, livros de autores que considero importantes para a minha formação como treinador de atletismo. Hoje fazendo uma consulta  sobre corridas, deparei com uma obra que para mim é uma preciosidade, o  Diario do Corredor, me ofertado  em 1985 em Salvador,  Ayrton engenheiro, autor, maratonista e sem dúvida alguma uma figura impar no cenário do atletismo brasileiro, folheando, este tão importante livro do amigo baiano, reli alguns fatos curiosos acontecidos nos Jogos Olímpicos e assim tomo a liberdade de passar para meu  blog.
Na Olimpiada de 1964 em Toquio (Japão) os japoneses apontavam que na Maratona, um dos seus representantes o atleta Kokichi Tsuburaya era um dos francos favoritos para vence-la.
Entretanto o atleta representante do Sol Nascente, ficou com a medalha de bronze, obteve o terceiro lugar.
A sua angustia foi tão grande que acabou fazendo "Hara Kiri" deixando uma mensagem em que se desculpava por ter decepcionado o seu país.
Nos Jogos Olímpicos acontecidos em Paris em 1924, um padre ingles chamado Lindell, venceu a prova dos 400 metros rasos, entretanto este atleta inscrito para correr o revezamento 4 x100 acabou não participando e impedindo que  a Inglaterra vencesse a prova, sua religião não permitia atividade aos domingos e a prova aconteceu em um domingo, fatos contidos no Diário do Corredor.
Certa feita eu estava na cidade de Praga, Republica Checa, acompanhando o congresso técnico da Maratona de Praga na qual levei atletas quando me deparei com meu maior idolo, na sala do Congresso Técnico, não é necessario dizer da emoção ao ver na minha frente aquela figura tão importante. 
Emil Zatopeck a " Locomotiva Humana " vencedor de tres provas olímpicas, idolo mundial, um ícone do atletismo. Após a invasão russa em seu país, foi obrigado a trabalhar como  "gari"  coletando lixo pelas ruas de Praga, uma verdadeira blasfemia orquestrada pelos invasores da URSS.
Posteriormente ele e sua esposa Dana, tambem medalhista olimpica no lançamento do dardo foram recolocados em seus merecidos lugares na sociedade em que viviam.
Vez ou outra é muito bom recordarmos " coisas " do atletismo.
Boas corridas
Carlão


  

domingo, 25 de setembro de 2011

PRESSÃO ARTERIAL

As pessoas tem uma grande preocupação com sua pressão arterial. e ela é sempre motivo para medições constantes e às vezes até para regimes alimentares.
O sangue circula pelo nosso corpo pelas arterias pelos vasos sanguineos, esta circulação está sempre sob pressão. As batidas do coração que funciona tal qual uma bomba empurrando o sangue para frente e criando uma pressão.
A pressão atinge seu máximo quando quando o coração se contrai e depois um nível mínimo quando o coração relaxa. A pressão  máxima é chamada de sistólica e a mínima de diastólica, quando sua pressão é medida os resultados são por exemplo 12 x 7, 14 x 10, 11 x 6 para cada pessoa de acordo com sua situação de pressão a medida pode ter variações.
A medida chamada diástólica ( a mínima ) deve ser considerda como a mais importante, o número que ela apresenta significa a pressão nas arterias quando o coração está relaxado.
A pressão sistólica ( a mais alta ) pode se elevar devido a varios fatores, porém quando a pressão diastólica ( a mais baixa ) se eleva existe algum componente importante a ser análisado por um médico.
Outro aspecto que deve ser levado em conta é a maleabilidade ou flexibilidade por onde o nosso sangue corre. A medida que envelhecemos os condutores do sangue (arterias e vasos) vão se endurecendo ficando mais rígidos devido a formação de esclerose, ao depósito de colesterol e calcio, tornando-se menos sujeitos as mudanças de pressão. Por isso é comum em pessoas mais idosas pressões máximas muito altas e as pressões mínimas normais.
Todo Professor de Educação Física, teve ter condições de medição dos batimentos cardiácos e tambem condições de medição da pressão arterial, tendo sempre a mão um esfignomanometro, uma sugestão que recebi quando estagiario do Celafiscs há mais de 35 anos sugestão dada pelo amigo Dr. Matsudo criador deste estupendo centro de estudos.
O Professor de Educação Física tem as mesmas de um médico pois ambos são resonsáveis pela saúde, principalmente de que corre de quem caminha.
Boas corridas
Carlão